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Sobre a soja

Embora a soja seja utilizada na cozinha chinesa desde o século XI a.C, apenas no início do século XX chegou ao Ocidente.
Muitos estudos actuais comprovam que os produtos à base de soja, como a proteína texturizada, o tempeh ou o tofu, reduzem o risco de cancro da mama e da próstata, aliviam os sintomas da menopausa, como ondas de calor e suores nocturnos, ajudam a controlar a diabetes, a osteoporose e arteriosclerose.

A soja é uma planta herbácea e tem aproximadamente 10.000 variedades. É da família das leguminosas (popularmente é um feijão) e teve sua origem na China, onde é bastante utilizada desde o século XI a.C. Foi considerada uma das 5 sementes sagradas, sendo-lhe atribuída a própria sobrevivência da China, devido ao seu uso nutricional como principal fonte proteica.

É também de extrema importância para a agricultura, pois tem uma bactéria que fixa o nitrogénio no solo. A sua parte comercializada é a semente, variando de tamanho, cor e forma, como também quanto ao teor de óleo e proteínas.

A de maior comercialização é a de cor amarelada e arredondada, por ser privilegiada com o melhor sabor. A soja chegou ao Japão entre o terceiro e o oitavo séculos d.C. Actualmente é conhecida como "Rainha da Cozinha Japonesa", tal a variedade de produtos dela oriundos: missô, shoyu, tofu, natô, entre outros. O primeiro país ocidental a usá-la foi a Inglaterra, que em 1908 recebeu a primeira carga para obtenção de farinha e óleo. Aos Estados Unidos só chegou em 1924, transformando-se desde então no seu maior produtor, seguido pelo Brasil.

No Ocidente o seu principal uso foi sempre o óleo, já que o grão, farinhas e bagaço eram usados apenas na ração animal.
Actualmente a situação está a alterar-se, por influência das cozinhas chinesa e japonesa, bem como por influência dos vegetarianos e veganos, que encontraram na soja uma óptima fonte proteíca.
Um dos derivados de soja mais utilizados é a P.V.T. (Proteína Vegetal Texturizada), conhecida também como "carne de soja". Obtida do grão de soja, após o processo de extracção do seu óleo é constituída em média de 53% de proteína de alto valor biológico.
É um alimento extremamente versátil e absorve facilmente o sabor dos temperos, podendo substituir a carne em diversas preparações, como strogonof, feijoada vegetariana, jardineira vegetariana, sojaburgers, croquetes, recheios, refogados, etc.

Um 1 Kg de soja equivale a 3 Kg de carne em proteínas. É uma das maiores fontes de nitrogénio, bem como o alimento mais rico em lecitina, que tem como base o fósforo, o qual faz parte de todas as células do organismo. É ainda um alimento rico em potássio (2.200 mg) e nas vitaminas A, B, D e E. Há quem afirme que ela provoca descalcificação dos ossos. Mas a ideia está longe de ser consensual. Pelo contrário, a verdade é que cada 100 gramas de grão contêm 90 mg de cálcio, e a ideia da descalcificação parece ter sido um falso mito criado em torno do produto.


Baseado no original de:
http://www.centrovegetariano.org/index.php?article_id=15



Inserido em: 2005.12.11 Última actualização: 2012.07.30

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